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quinta-feira, 15 de março de 2012

Daniel Heinzl (ex-Vendetta e Razonator) gravando bandas



Daniel Heinzl (ex-baixista das bandas Vendetta e Razonator) agora grava bandas. Isso mesmo! Agora artistas de São Paulo podem gravar com a melhor proposta custo/benefício da região.

Gravação formato home com qualidade e preço acessível. E que, apesar do pouco tempo, já são as melhores gravações formato home de São Paulo que eu tenha ouvido.

Bandas da região que tenham interesse podem entrar em contato com Daniel pelo Facebook ou pelo Twitter  para obter maiores informações.


Sites relacionados:
Facebook: 
http://www.facebook.com/profile.php?id=100002070789199
Twitter: https://twitter.com/#!/DanHeinzl
DMHRecords:https://www.facebook.com/pages/Dmhrecords/182175005232195?sk=app_2405167945 

terça-feira, 6 de março de 2012

Razonator: entrevista no Up The Metal Flag



Eddie Brandoff (voz e guitarra) e Júlio Mendoza (guitarra e backing vocals), membros da banda de Southern Rock RAZONATOR, que lançou em 2011 o EP “Rebel Pride”, concederam uma entrevista ao blog Up The Metal Flag, onde falam sobre saída de integrantes, novas composições e planos para o futuro.



Fonte: Island Press

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Razonator: orgulho de ser Southern!

por Joana D'arc


Dedicação! Os caras da Razonator seguem à risca esse termo: tendo passado por momentos difíceis, inclusive dando uma pausa nas atividades, a banda sempre mostrou que o amor à música fala mais alto e é mais forte do que os problemas. É preciso empenhar-se e dar o melhor de si para continuar lutando e provar que ainda existem pessoas aptas a fazer música de qualidade no nosso país. Abaixo, uma entrevista realizada com Eddie Brandoff (resonator guitar/vocal) e Júlio Mendoza (guitarra/backing vocal) falando a respeito da fase atual da banda, das dificuldades enfrentadas, do novo single a ser lançado, entre outros aspectos. Acompanhem.

Recentemente, vocês tiveram a saída de dois integrantes da banda, Daniel Heinzl e Caio Gaona. Vocês poderiam comentar a respeito do ocorrido? O que aconteceu exatamente?
Eddie:
Acho que foi algo bem natural, o Caio é um músico que trabalha bastante, está sempre tocando com várias bandas, o Daniel é um cara muito talentoso tanto como músico quanto como produtor e todos nós sabíamos que uma hora ou outra cada um ia seguir seu próprio caminho, a Razonator é isso aí, são brothers que se juntam para fazer um som e todos são livres para ir e vir quando assim quiserem.
Júlio: Aconteceu de uma forma um tanto quanto natural. A banda deu uma pausa de dois meses, e isso fez com que Daniel e Caio dessem prioridade a outros projetos, fazendo com que a Razonator ficasse um pouco em segundo plano, e no fim eles optaram por não continuar na banda.

A banda também deu uma parada nas atividades. Comente o porquê do tempo que ficaram parados. É uma questão de encontrar novos integrantes capazes de realizar um trabalho condizente com a proposta musical da Razonator? Tem sido difícil essa procura?
Eddie:
Na verdade nós paramos por vários motivos, um deles foi que nós vimos que tínhamos que mudar de estratégia, nosso público é um publico diferente, o público do Southern Rock, digo. Outro motivo foi um problema que tivemos e acabamos tomando um prejuízo monetário: contratamos um serviço e ele foi mal feito e no fim das coisas tudo acabou do jeitinho brasileiro, quando a banda parou ninguém havia saído ainda, então não estávamos procurando novos integrantes nem nada, foi mais uma recuada estratégica para poder fazer a coisa certa, aquela coisa, um passo pra trás, um pulo pra frente.
Júlio: A pausa foi mais por um motivo de necessidade, havíamos feito muita coisa nos últimos tempos, e nos sentimos um tanto quanto esgotados com toda a situação. O Edu também estava menos focado na banda devido ao seu trabalho diário, logo não tínhamos todo o tempo de antes para ensaiar, compor e coisas do gênero.

Apesar das eventuais dificuldades enfrentadas, o que a música representa para vocês?
Eddie:
Música é o que eu realmente sou, ela faz parte de mim e eu faço parte dela, desde sempre, é o que eu sempre fiz na minha vida desde os nove anos de idade, acho que todo mundo tem, ou pelo menos deveria ter, uma ferramenta para poder se expressar espiritual e emocionalmente; pra mim, música é isso e muito mais, é tudo o que eu mais amo e sou, em relação às dificuldades, mesmo que eu morasse na rua, como já morei, jamais mudaria algo pra mim em relação ao que sinto pela música, até porque não é apenas algo que sinto, é algo que eu vivo, música é a minha vida, como eu costumo dizer: “Não fui eu que escolhi a música apenas, a música também me escolheu”.
Júlio: A música representa a minha vida. Ela reflete tudo o que penso e o que faço, e justamente essas dificuldades encontradas são desafios que fazem com que queiramos vencer, e passar por cima de cada barreira encontrada.

O Southern Rock atualmente se mostra em alta, com novos fãs do estilo surgindo a cada dia. Como vocês avaliam isso em relação à Razonator, especificamente?
Eddie:
O que é bom nunca morre, o Southern Rock é um estilo clássico, maduro, os fãs desse estilo são pessoas que ou são prematuramente evoluídas no sentido de gosto musical refinado ou são pessoas mais velhas que já ouviram de tudo e chegaram naquele ponto onde se consegue perceber a real qualidade e verdade musical. Pra Razonator isso é ótimo até por que esse também é o nosso objetivo, divulgar o Southern Rock e recrutar cada vez mais fãs para o estilo. Entre os fãs de Southern Rock, você tem fãs de varias vertentes do Rock, Blues, Classic Rock, Hard Rock, Metal, Thrash... só fã de rock modinha que não curte, ainda bem. (risos)
Júlio: Em relação a Razonator é ótimo, pois é um estilo nato dos Estados Unidos, e com a vinda do Lynyrd Skynyrd pro Brasil, isso ficou cada vez mais forte, despertando o interesse do público a esse tipo de som, então mesmo que não seja algo da nossa cultura, é possível ver que temos bastantes seguidores do estilo por aqui.

Como vem sendo o trabalho de composição da banda?
Eddie:
Como o principal compositor da banda, costumo compor de forma bem natural, não forço a barra, até porque compor pra mim é algo muito natural, posso fazer uma boa música todo dia, mas gosto de deixar aquele sentimento crescer até um ponto que você não aguenta mais e acaba colocando ele pra fora, acho que assim as músicas saem mais verdadeiras e mais intensas. Todas as músicas da banda são baseadas na vida real, coisas que realmente aconteceram comigo, às vezes uso analogias como no Blues e às vezes digo as coisas ao pé da letra. O Daniel também tinha uma música, a “Personality Crisis”, essa já estava pronta, só colocamos nossa pegada nela. O Júlio e eu também fizemos uma música nova juntos, se chama “Back From Texas”, já tocamos ela algumas vezes ao vivo e a gravaremos no próximo trabalho. Essa música foi aquela típica história de Jam Session: estávamos ligando os equipamentos para começar um ensaio, daí o Júlio começou a tocar um riff, eu perguntei pra ele o que era aquilo, ele disse que não era nada, então eu disse pra ele ficar repetindo, fui criando uma melodia e começamos a ensaiar ela só no “lalala”, depois eu fiz a letra falando sobre a minha experiência no Texas e estava pronta a música.
Júlio: Quase todas as músicas foram trazidas pelo Eddie, de suas bandas e projetos antigos, afinal, ele sempre foi um compositor, além de guitarrista e vocalista. Eu comecei a mostrar algumas ideias para ele assim que entrei na banda, então trabalhamos algumas coisas minhas também. O processo é todo feito em estúdio, desenvolvemos tudo, e já tocamos a música.

Vocês pretendem lançar um novo single. O que vocês podem adiantar em relação a este? Vocês já têm uma temática definida para a composição?
Eddie:
Nós já temos material suficiente para o álbum definitivo que começaremos a gravar assim que definirmos os novos músicos, baixista e baterista no caso, as novas músicas falam sobre a vida real, sobre as dificuldades, as superações, sobre amor, sobre guerra, sobre relacionamentos e seus altos e baixos, sobre amizade, sobre Deus e família, acho que Southern Rock é basicamente isso e é por isso que eu amo tanto o estilo.
Júlio: O trabalho agora vai ser praticamente iniciado do zero, pois só sobramos eu e o Edu, então realmente eu prefiro não comentar sobre o que vai sair disso. Só posso adiantar uma coisa, vai ser Southern, e vai ser MUITO Rock N’Roll!

Como músicos, vocês estão sujeitos às mais diversas situações, tanto boas quanto ruins. Qual foi o momento mais complicado pelo qual vocês já passaram, exceto a recente saída de Daniel e Caio?
Eddie:
Acho que cada dia é uma batalha, ainda mais se tratando de Brasil, como já toquei em Los Angeles e no Texas, comparando as coisas rola até uma “depressão” (risos). Mas o mais importante é ter consciência de que, no Brasil, o rock é um estilo de música fraco, é minoria, mas temos grandes bandas, o importante é trabalhar com seriedade, porque para bandas brasileiras vencerem é preciso trabalhar muito e continuamente, vejo muito o exemplo dos meus amigos do Torture Squad, os conheci há mais de 10 anos atrás, eles sempre foram a mesma ótima banda que são hoje, mas tiveram que batalhar por muitos anos até chegarem onde chegaram, é nesse tipo de pessoa que eu me inspiro, ficar tocando por tocar nos mesmos bares da cidade só pra ter “Like” no Facebook e seguidores no twitter não é vida, você não vê caras como os caras do Torture Squad na balada drogado pagando de rock star, mesmo eles sendo Metal Stars, tendo tocado por inúmeras vezes no Wacken, feito turnês e mais turnês europeias e muito mais, mas não, eles estão sempre trabalhando de verdade e é assim que nós nos comportamos também.
Júlio: É difícil escolher um momento em especial, pois ter uma banda independente de rock no Brasil é sempre uma batalha sem fim. Na minha opinião, é tudo uma junção de momentos bons e ruins, por exemplo, quando você faz um show satisfatório e tem o público em suas mãos, ou quando você chega ao ponto de precisar vender ingressos para tocar em certos eventos, ou mesmo não receber nenhum cachê por isso.

Vocês pretendem mudar algo em relação à identidade sonora da banda?
Eddie:
A música da banda é algo natural, seguimos o que sentimos, deixamos a música fluir, acho que é o básico da arte, liberdade.
Júlio: Acredito que mudar não seria a palavra certa, talvez amadurecer ao longo das composições. Os elementos Southern, e o Rock N’Roll, que é algo que influenciou diretamente o meu jeito e o do Eddie de tocar e compor, nunca vai desaparecer.

Para vocês, existe alguma fórmula para se conquistar o público apreciador de Rock e Metal hoje em dia?
Eddie:
Tendo música de qualidade, basta você fazer sua música chegar até eles. Claro que você tendo grana pra investir nisso você consegue mais rápido e mais facilmente, mas é só uma questão de estratégia mesmo, não tem mágica.
Júlio: Com esse lance de internet, todo mundo tem acesso a tudo, logo, é muito fácil você conquistar certo tipo de público. Basta jogar no facebook e mil pessoas podem ter acesso ao seu som. Talvez nem todas escutem, mais aos poucos a galera vai conhecendo. Acredito que a questão é ir mais além do que isso: é conquistar as pessoas não pelo rótulo, ou pela técnica, e sim pela sinceridade que você passa com a música, fazendo com que as pessoas se identifiquem, fazer com que elas pensem “nossa, isso aconteceu comigo”.

Quais são seus planos de agora em diante?
Eddie:
Pé na estrada como sempre, tocar o máximo possível, gravar, compor, é disso que se trata uma banda de rock.
Júlio: Primeiramente estamos à procura de um baterista e um baixista que consiga segurar o tranco. A ideia é fazer isso o mais rápido possível, e já entrar de cabeça em material novo.

Agradeço a entrevista. Gostariam de dizer algo antes de encerrarmos?
Eddie:
Gostaria de agradecer mais uma vez o espaço e a parceria. A todos os apreciadores da nossa música, Deus os abençoe e muito obrigado pelo apoio.
Júlio: Primeiramente, muito obrigado pela oportunidade da entrevista. Gostaria de agradecer a todas as pessoas que vem acompanhando o trabalho da Razonator ao longo desses últimos meses. Recebemos muito apoio da galera, que compareceram aos shows, que compraram nosso EP, e que mantinham contato conosco via internet, isso é o que nos deixa mais motivados a continuar. Acredito que o rock brasileiro precisa mais do que nunca de união, tanto dos fãs, quanto das próprias bandas, que só isso vai mudar o cenário, e fazer a coisa realmente ir pra frente.

Páginas Oficiais:
Reverbnation: http://reverbnation.com/razonator 

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Razonator: lançamento de DVD adiado

Muitos artistas do meio rock que se esforçam ao máximo para fazer música de qualidade deveriam ser respeitados, porém a falta de colaboração e integridade faz com que bandas sejam tratadas como "objetos" em um país como o Brasil, onde a discriminação é grande. É o que acontece mais uma vez: desrespeito e postura antiética prejudicando mais uma banda nacional. (E não é a primeira vez que atitudes assim são registradas). 
A banda de Southern Rock Razonator realizou um show em São Paulo no último dia 11, show este que seria gravado em áudio e vídeo. Porém, a qualidade de gravação não correspondeu ao esperado. Eddie divulgou em sua página no facebook a seguinte mensagem: 

"ATENÇÃO: FOMOS ROUBADOS E ENGANADOS. No dia 11/11 realizamos um show em São Paulo e pagamos para que o show fosse gravado em áudio e vídeo, uma gravação simples, mas que seria de muito uso devido ao fato de a banda ainda não ter muito material de vídeo. Ao contratar o serviço, a pessoa encarregada de realizar a gravação disse que deveriamos pagar o valor de 200 reais antes mesmo de recebermos o material, questionamos a possibilidade de a gravação não ficar de boa qualidade e a pessoa responsável disse que ou daria o dinheiro de volta ou gravaria de novo. A gravação ficou um lixo! Não tinha as guitarras do Julio em momento algum do show e não tinha nenhum efeito na voz, ok... isso não seria um problema se acontece em alguns momentos apenas, mas estava sem áudio de guitarra na gravação inteira. Fomos pedir nosso dinheiro de volta e o responsável pela gravação (Eduardo, da RockVideo Produções) disse que não devolveria o dinheiro, dizendo que não se responsabilizava pela qualidade do serviço que prestou!? Por esse motivo não poderemos mais lançar o show gravado em 11/11/11 no Manifesto Bar em São Paulo.(...)"

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Razonator: grupo planeja lançamento de DVD



A banda de Southern Rock RAZONATOR lançou o EP “Rebel Pride” no último dia 11/11/11 com uma apresentação na conceituada casa de espetáculos Manifesto Bar, em São Paulo. Na ocasião a banda registrou sua performance ao vivo e planeja lançar em breve um DVD intitulado “Live At Temple of Rock”.
                                                                      
Em paralelo, o RAZONATOR está pré-produzindo uma música que contará com a participação especial do vocalista e guitarrista da banda européia Porn Queen, Lucas Ferraz.

Sites relacionados:

Fonte: Island Press

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Razonator: show confirmado no Manifesto Bar



A banda de Southern Rock RAZONATOR, que recentemente lançou o EP “Rebel Pride”, tem sido muito bem recebida pelo público amante do Rock ‘N’ Roll, e vem se destacando principalmente por suas performances ao vivo. 

O grupo tem mantido uma agenda de shows regular, e nesta oportunidade irá se apresentar ao lado das bandas Kiss Cover Brazil e Aerosmith Cover (Fever) na conceituada casa de espetáculos Manifesto Bar, em São Paulo, no dia 11/11, na próxima sexta-feira.

 
Serviço:
Data: 11/11 (sexta-feira)
Abertura da casa: 22h00
Entrada (até 23h): Mulher VIP / Homem R$ 15,00
Entrada (após 23h): R$ 15,00 (Mulher) / R$ 20,00 (Homem)
Cartões: Visa, Mastercard e Dinners
Débito: Visa Electron, Maestro, Rede Shop
Censura: 16 anos 
Local: Manifesto Bar
Endereço: Rua Iguatemi, 36, Itaim Bibi - São Paulo/SP
Acesso a deficientes / ar condicionado
Informações: www.manifestobar.com.br ou (11) 3168-9595  

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Fonte: Island Press

domingo, 6 de novembro de 2011

Razonator: confira capa e track list do EP “Rebel Pride”



A banda de Southern Rock RAZONATOR, que foi formada em Austin, Texas, e está atualmente baseada em São Paulo, lançou no último sábado, dia 29/10, o EP “Rebel Pride”. A banda celebrou o Halloween disponibilizando a música “Bad Things”, que integra o track list do EP, em sua página oficial do reverbnation. A faixa é a de número sete no song lists do site.
Para conferir a nova música acesse: www.reverbnation.com/razonator

O EP “Rebel Pride” pode ser adquirido pela internet através do e-mail razonator@yahoo.com.br. A banda pede apenas que no e-mail os interessados coloquem o assunto ‘EP’ para melhor identificação.

Track list:

01. Prayer Of Road
02. Poseidon
03. Train Of Sorrow
04. Broken Bones
05. Just To Make You Smile
06. Personality Crisis
07. Bad Things

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Fonte: Island Press

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

De São Paulo para o mundo: Razonator!

por Joana D'arc


Fazer música boa é muito mais que tocar e/ou cantar bem. Mesmo com pouco tempo de existência, a banda Razonator surge no cenário com seu Southern Rock mostrando que é preciso muita garra e determinação. E, acima de tudo, amar o que se faz. Na entrevista a seguir, Daniel Heinzl e Eddie Brandoff, respectivamente baixo/backing vocal e resonator guitar/vocal, contam um pouco mais sobre o início da banda, as expectativas em relação ao futuro, além de falar a respeito do atual momento vivido pela banda.

Bom, pra começar, a ideia da banda Razonator surgiu quando Eddie (então guitarrista do dueto/banda texana The Outlinners) estava para voltar ao Brasil. À época Daniel era baixista da banda Vendetta. Como foi a decisão de encerrar as atividades de sua banda para se dedicar à Razonator?
Daniel Heinzl: Na verdade, eu e o Eddie já tínhamos feito alguns trabalhos no passado, inclusive a ideia de tocar juntos já tinha surgido pouco antes de ele receber a proposta de ir para o Texas. A gente já vinha trabalhando em algumas composições e produções juntos. Só que cada um ainda estava com uma ideia diferente sobre o tipo de som que queria fazer. Mas naturalmente com o tempo acabamos tendo mais conexão musical do que estávamos tendo com nossas antigas bandas, ele trazendo toda a bagagem de Blues e Southern Rock dele, eu trazendo uma pegada mais do Heavy Metal mesmo. Eu, particularmente, decidi encerrar a Vendetta depois dos primeiros 30 minutos de "ensaio" que tivemos assim que ele chegou do Texas.

Como vocês veem o Southern Rock/Metal atual?
Eddie Brandoff: O Southern Rock sempre foi um estilo musical não popular, mesmo nos anos 70, quando o estilo se consolidou. Claro que com o sucesso de algumas bandas o estilo se espalhou mundialmente, mas foi praticamente o acidente aéreo envolvendo o Lynyrd Skynyrd em 1977 que fez a banda e o estilo ficarem mais conhecidos.  Atualmente continua na mesma: tem público, mas não chega a ser um estilo popular. Mas, mesmo assim, juntamente com o blues, continua sendo um dos estilos mais respeitados no mundo.
Daniel: E o metal, independente do que esteja acontecendo no mundo musical, sempre terá seu lugar.

Certo. Em minha opinião, Eddie é um dos melhores vocalistas da atualidade; ele tem uma voz bastante peculiar, e mesmo quem não conhece o trabalho da Razonator, reconhece que é ele quem está cantando. Como foi desenvolvido esse estilo vocal próprio?
Daniel: (risos) Essa você vai adorar responder.
Eddie: Bom, primeiro, obrigado aí pelo "um dos melhores vocalistas".  Na verdade, foi tudo um "plano Z"; eu nunca tive a intenção de cantar, mas depois que eu fui pro Texas e não achei vocalista nenhum lá, eu decidi arriscar. Pra cantar, eu me inspirei nos vocalistas que eu acho que têm essa coisa do poder da voz, não só a técnica: James Hetfield, Chris Cornell, Ronnie Van Zant, Rickey Medlocke e, claro, Zakk Wylde! Não que eu cante 1% do que eles cantam, mas são eles que me inspiram. Como sempre digo, não sou vocalista, sou um guitarrista que canta.

É difícil fazer música no Brasil, onde gêneros como o Rock e o Metal ainda são discriminados por uma grande parte da sociedade? Como vocês são afetados por essa discriminação?
Eddie: A gente não se preocupa com isso, porque a gente não faz música pro Brasil especificamente. A gente trabalha com uma pessoa, nossa manager, ela é da Inglaterra e planejamos fazer turnês na Europa no próximo ano. Em relação à situação do rock e metal no Brasil, não tem muita novidade, sempre foi assim, é uma questão cultural. O Brasil é o país do samba e sempre vai ser. Nós somos os rebeldes da história.

A linha de contrabaixo e bateria tem um resultado muito bacana nas músicas. Como é trabalhada a harmonia entre Daniel e Caio Gaona?
Daniel: A gente tenta sempre deixar o som o mais "compacto" possível, sempre pensando na música de um modo geral, sem tentar colocar mais coisas que o necessário. Na verdade, quando você trabalha com músicos que sabem o resultado final que querem obter, tudo isso acaba fluindo automaticamente.

Como estão os ensaios e a agenda de shows da banda?
Eddie: A gente ensaia praticamente 18 horas por semana, está indo muito bem. A agenda está começando a ficar mais ativa, levando em consideração que somos uma banda de dois meses de idade!
Daniel: Estamos também acertando alguns detalhes para regravar os vocais em melhor qualidade, e estamos já produzindo novas músicas.
Eddie: Fizemos ontem um show com o pessoal do Kiara Rocks no Café Aurora. Dia 11 estaremos fazendo nosso segundo show no Manifesto Bar, um dos principais, senão o principal bar de rock de São Paulo, pra uma banda nova e de som próprio e de Southern Rock. Tá lindo!
Daniel: Inclusive quem quiser conferir onde a gente cria todo o barulho, é só chegar no Garage Studio, foi o único lugar que a banda se sentiu realmente à vontade de tocar, porque até estúdio no Brasil eh difícil achar, ainda mais o Eddie que estava acostumado com o Texas.

Eddie é o único guitarrista de Rock que usa Resonator Guitar (originalmente usada por músicos de Blue, Bluegrass e Country), o que garante a originalidade da banda. Essa influência direta do Blues é o maior diferencial da Razonator?
Daniel: Eu diria que é sim o principal diferencial, mas ao mesmo tempo, o que não é influenciado pelo Blues? Acho que o que diferencia, é essa maluquice de ligar um instrumento antigo num ‘ampli’ valvulado com distorção comendo pesada, tocando riffs que falam sobre toda a história do rock, onde você acha coisas dos anos 70, 80, 90... Tudo isso focado numa sonoridade atual e "nova". Mas não estamos reinventando a roda... Isso é simplesmente ROCK, é tão simples de se fazer que muita gente não consegue.

Falando agora da tecnologia disponível atualmente, a internet tem sido o maior meio de divulgação de várias bandas e, apesar de que muitas novas bandas tornam-se conhecidas através de redes sociais, web rádios e sites especializados em música, o compartilhamento ilegal de arquivos prejudica o mercado musical e os próprios artistas. Você acha que esse tipo de atividade pode vir a prejudicar a banda futuramente?
Eddie: Não acho, até porque a venda de músicas já não é a fonte principal de renda dos artistas tem muito tempo, hoje, pro artista gerar dinheiro, ele tem que se apresentar ao vivo e pra isso, ter as músicas divulgadas na internet ajuda e muito.

Como Eddie disse, vocês planejam fazer turnês na Europa no próximo ano, como está a expectativa em relação a isso?
Daniel: Estão ótimas, mas tudo depende exclusivamente de todo nosso suor e sangue... É preciso muito trabalho e dedicação para podermos tocar num lugar que todo mundo toca muito, e claro vencermos todas as barreiras que músico no Brasil enfrenta... Como nós mesmos que nos gravamos, precisamos sempre nos desdobrar para conseguir um mínimo de qualidade a que eles estão acostumados. Mas claro que tudo isso faz a gente ter mais força a cada dia e entender que amamos a música acima de tudo. Esperamos que com nosso esforço, a gente consiga em breve fechar esta turnê, pois o interesse por parte das pessoas do meio musical de lá já existe.

Muito obrigada pela entrevista e, para fechar, deixo o espaço aberto se vocês quiserem acrescentar algum comentário ou deixar alguma mensagem para os leitores.
Eddie: Queria agradecer pelo espaço e convidar todo mundo a ir aos nossos shows, comprar nosso CD e nos acompanhar no twitter e facebook!
Daniel: Bom, eu queria parabenizar pela sua iniciativa, e agradecer muito pela oportunidade. Quanto aos leitores: escutem nosso som agora, por que ler o que dois maltrapilhos têm a dizer não é o mesmo que escutar o som deles.