por Joaana D'arc
Desde 2003, quando iniciou suas atividades, o Bioface tem obtido uma excelente aceitação por parte do público. Praticando um som que mescla thrash e hardcore, a banda, que já tinha duas
demos, lançou no início desse ano o full-length ‘Bioface’. Com o lançamento do álbum, a banda segue cheia de planos para o futuro, com shows agendados ainda para este ano e outras datas a serem confirmadas. Conversamos com os integrantes Marco Aurélio e Régis Carbex sobre o histórico do Bioface, o atual momento vivido pela banda, suas principais influências, a aceitação do full-length, entre outros assuntos. Segue abaixo a entrevista.
Comentem sobre o início da banda. Como vocês se conheceram
e por que decidiram formar uma banda?
Régis Carbex / Marco
Aurélio: Tudo começou com o término de uma banda chamada Difusão, da qual
faziam parte três amigos do mesmo bairro, o Régis Carbex (Percussão), André
Amaral (Guitarra) e Leandro Cavalheri (Bateria) que queriam dar sequência ao
trabalho iniciado na extinta Difusão. Foi quando um amigo em comum apresentou
aos três amigos o Marco Aurélio (Baixo) que não só se juntou aos três amigos
como intitulou a banda de Bioface,hoje formada por Régis Carbéx no vocal, Marco
Aurélio no contra baixo e backing-vocal, Marcelo Antônio na guitarra e Maikon
Queiroz na bateria. A decisão de formar uma banda vem do sonho em comum de
quatro rapazes de passar suas mensagens através da música.
Como definem o som que vocês fazem, destacando as
principais influências?
Régis Carbex / Marco
Aurélio: O Bioface nunca gostou de rótulos, porque nossa música é um pouco de
tudo o que escutamos, por isso costumamos dizer que o nosso som é uma espécie
de Metal Thrash Core. Através de nossas influências pode ficar mais claro a
mescla de nosso som, algumas das bandas que nos influenciaram são: Sepultura,
Pantera, Biohazard, Metallica, Faith No More, Suicidal Tendencies, Mudvayne,
Dry Kill Logic, A.n.i.m.a.l., Mad Ball, Alice In Chains, Screaming Trees, etc.
Apesar de já terem duas demos lançadas, o disco oficial só
saiu esse ano. Porque esse tempo de espera e como foi o processo de gravação de
“Bioface”?
Régis Carbex / Marco
Aurélio: Nós também não pensávamos que iria demorar tanto, mas é muito difícil
para uma banda independente do underground se sustentar. Como ainda não vivemos
da música, temos que conciliar o trabalho de cada um da banda com nossas
atividades no Bioface, então levou um tempo para conseguir este tempo para
gravar. Nosso processo de gravação foi simples, quando entramos em estúdio
todas as músicas já estavam prontas, então começamos o processo de gravação aos
sábados e domingos (um dos motivos da demora do disco), iniciamos a gravação
com a bateria, em seguida a guitarra, baixo, voz e as participações.
Como tem sido aceitação do disco junto ao público?
Régis Carbex / Marco
Aurélio: O Bioface tem tocado em muitos lugares e em todos os lugares que
passamos somos surpreendidos com a receptividade do público, a galera tem
comparecido em peso em nossos shows e o disco esta rolando de norte a sul e
estamos muitos felizes com esta aceitação.
Quais os principais conceitos vocês pretendem passar
através das letras das músicas?
Régis Carbex / Marco
Aurélio: Nossa composição não tem temas pré-definidos, escrevemos sobre aquilo
que nos está inspirando no momento, normalmente falamos de política,
desigualdade social, violência, coisas que acontecem em nosso dia a dia.
Desde 2003, vocês percebem uma evolução da banda? Em que
aspectos?
Régis Carbex / Marco
Aurélio: Com certeza evoluímos a cada dia e em vários aspectos, ao longo de
quase uma década, o Bioface evoluiu
muito musicalmente, no processo de composição, postura no palco e, principalmente,
mais espertos para não cair em roubadas.
Com toda a tecnologia disponível hoje, a divulgação de
materiais torna-se muito mais fácil, principalmente devido à internet. Qual a
importância desse meio para vocês?
Régis Carbex / Marco
Aurélio: A tecnologia só veio para somar, 90% das divulgações do trabalho do
Bioface é feita através da internet e 10% é através do famoso boca a boca. A
internet, sem dúvida nenhuma, é de grande importância para o Bioface.
No Brasil, mesmo com todo o preconceito que muitos têm em
relação ao Rock ‘N’ Roll e Metal, dá pra se viver de música?
Régis Carbex / Marco
Aurélio: Viver de música é uma loteria no cenário underground, independente da
vertente seja Rock `N´ Roll ou Metal, se não tiver uma gravadora, alguém pra
correr atrás de shows e divulgar seu trabalho, é quase impossível viver da
música. Tocamos porque amamos o que fazemos.
Em relação aos shows, como está a agenda da banda?
Régis Carbex / Marco
Aurélio: Temos algumas datas definidas e outras a serem confirmadas, segue
agenda: 29/09 em Santo André (ABC
paulista), 13/10 em Guarulhos (São
Paulo), 17/11 em São Bernardo do Campo (ABC paulista), e 07/12 em São Caetano (ABC
paulista).
O que pretendem em relação ao futuro da banda?
Régis Carbex / Marco
Aurélio: O próximo passo do Bioface é a produção de um vídeo-clipe, não vai ser
uma tarefa fácil, mas estamos empenhados neste projeto, já estamos negociando
com algumas produtoras e esperamos acertar isso o mais rápido possível, sem
falar que estamos compondo músicas novas em paralelo.
Pra finalizar gostaria que vocês deixassem uma mensagem aos
fãs e leitores.
Régis Carbex / Marco Aurélio: Gostaríamos de
agradecer a Joaana D’arc pela oportunidade de podermos falar um pouco sobre o
Bioface. Queria agradecer também a todas as pessoas que têm acompanhado nosso
trabalho, têm comparecido em nossos shows, e quem quiser saber um pouco mais
sobre a banda pode acessar o biofacemusic.com. Estaremos atualizando nossa
agenda de shows em
breve. Grande abraço a todos. Valeu!