Primeiramente, gostaria que vocês falassem um pouco sobre a banda, quando vocês se juntaram e decidiram tocar?
Damian
John: Bom, estou aqui há pouco tempo, então acho que Ben
pode começar nas origens.
Benjamin
Jogee: Hal vai falar.
Hallöws
Deadman: Basicamente eu e Ben tínhamos vontade de ter uma
banda desde que tínhamos uns 15 anos. Então, começamos a procurar grupos de
amigos e encontramos nosso primeiro baixista que depois nos apresentou Ant. (N.T.: Antony Birch, atual guitarrista
da banda).
Benjamin:
A In Dante's Eclipse surgiu por volta de Setembro de 2010? Acredito que sim.
Hallöws:
Tocamos juntos por cerca de um ano, fizemos alguns shows até que nos separamos
do Mop, o primeiro baixista, em 2011. Desde então nos apresentamos bastante e
gravamos um bocado, e agora temos Damian, que é nosso terceiro baixista e que
Ben conheceu na Universidade, eu acho.
Damian:
Então…
Eu e Ben nos conhecemos na Universidade, onde nos apresentávamos e tocávamos
juntos pelos últimos 2 anos.
De
onde vem o nome In Dante’s Eclipse? Tem algum significado especial ou algo
assim?
Hallöws:
Foi ideia minha também. Quando estávamos formando a banda e compondo as
primeiras músicas, eu estava lendo “A Divina Comédia” de Dante. O livro é
essencialmente um grande poema sobre viajar pelas camadas do inferno e eu
pensei que, considerando que nosso tema seria algo sombrio e agourento, seria
apropriado nomear a banda após o cara ter surgido com esse conceito. As camadas
do inferno são frequentemente referidas como ‘Círculos’, que é de onde o
‘Eclipse’ vem, porque “In Dante’s Circles” não ficou legal pra mim. Então, em
resumo, o nome da banda pode ser traduzido como “No Inferno”
Boa
explicação! Bom, vocês se definem como uma banda de Horror Glam. Como vocês vem
o estilo na atual indústria musical?
Hallöws: Bem, parece ter tido um aumento
de bandas de sleazy, hard rock e metal nos últimos anos e sou
grato por isso. Amo coisas como KISS e Mötley Crüe e quando você combina isso
com horror punk e coisas tipo The Misfits, a combinação nos dá bastantes
possibilidades quando compomos e nos apresentamos. Acho que muitas pessoas vão
querer se tornar parte disso nos próximos anos.
Damian:
Eu não tinha nem ideia do que era o estilo quando me juntei à In Dante’s
Eclipse, mas me surpreendi com o quanto esse gênero/estilo é forte!
Benjamin:
Pra
min, a In Dante’s Eclipse tem uma orgia de influências.
Hallöws:
É uma ‘necroorgia’! Porque a maior parte deles estão mortos agora.
Benjamin:
(risos)
Certo
(risos). Hallöws mencionou três ótimas bandas na resposta anterior (KISS, The
Misfits e Mötley Crüe). Seria estas as principais influências no som da In
Dante’s Eclipse?
Benjamin: Tirando Damian, o resto da banda
ama e tem influências de bandas como HIM e The 69 Eyes.
Damian:
Minhas influências mudam bastante da mesma forma que as influências das outras
pessoas, mas as bandas que eu adoro seriam Behemoth, Gojira e Alter Bridge.
Cada banda tem um baixista incrível e a música propriamente dita é simplesmente
maravilhosa desde os hinos lindos do Alter Bridge, as músicas maravilhosamente
compostas do Gojira até a brutalidade do Behemoth.
Vejo
que vocês têm um ótimo gosto musical! Agora uma pergunta básica que eu deveria
ter perguntado antes e não sei por que não perguntei. É exatamente sobre o que vocês
cantam: De onde vocês buscam inspiração para compor?
Hallöws:
Dor. Acho que é uma resposta suficiente, dor emocional ou física, dor infligida
ou como lidar com ela. Histórias de traição ou desgosto, são raras as ocasiões
em que uma canção é sobre superação de dificuldades. Mas é muito raro que tenhamos
uma canção que na verdade é sobre ser feliz, o que é surpreendente, pois somos
todos muito alegres.
Benjamin:
É tipo Gótico.
Hallöws:
Ah, nós também temos músicas sobre "o cara" te deixando para baixo...
Sabe? Ninguém vai me dizer o que fazer. (risos)
Hallöws,
agora uma pergunta pra você: quando eu ouvi o IDE pela primeira vez, fiquei
surpresa com a sua voz, que soa, ao mesmo tempo, forte e original. Como você
trabalha para construir esse seu próprio estilo de voz?
Benjamin:
Ele engoliu Jim Morrison! (N.T.: isso provoca ataque de riso em todos)
Hallöws:
Ben!
Benjamin:
Ri mais do que deveria ao dizer isso.
Desculpa! (risos)
Hallöws:
Acho que cantar HIM e beber muito uísque provavelmente ajudou. Eu não achava
que podia cantar até que as pessoas começaram a gostar do que estávamos apresentando.
Eu ainda não acho que canto, para ser honesto.
Benjamin:
Hal Presley! (risos)
(Risos)
Após o ataque riso na questão anterior, vocês acham que o Horror Glam tem uma
base sólida de fãs atualmente, com todos os novos estilos que aparecem todos os
dias?
Benjamin:
Eu acho. Sim, me deparo com bandas todos os dias que seguem o mesmo estilo que
nós.
Hallöws:
Eu acho que enquanto ainda existirem garotos e garotas loucas lá fora que amem
um velho filme de terror e vivem um pouco o lado distorcido das coisas, sempre
haverá pessoas que querem ouvir bandas usando muita maquiagem, cantando sobre
decapitar sua ex-namoradas.
Benjamin:
Parece haver um aumento em bandas na cena do sleaze/glam/horror, como as bandas
Sister, Fatal Smile e Baby Jane .
Certo!
E, atualmente, todas as bandas usam a mídia digital/social (Facebook, Twitter,
blogs, etc.) para divulgar seu trabalho. Como isso ajuda pra que vocês se
tornarem conhecidos fora do Reino Unido?
Benjamin:
Estamos em várias plataformas em se tratando de mídia social.
Hallöws:
Temos grandes fãs na América, que nos encontraram via Twitter e YouTube. O
YouTube absolutamente é um meio muito bom se você tem um videoclipe, mas nos
não temos um ainda, então isso não tem dado proveito ao máximo.
Benjamin:
No momento, estamos ativos no Facebook, Twitter, Instagram, Reverbnation,
YouTube e nossa música está disponível no Spotify, iTunes, Reverbnation,
Soundcloud e entre muitos outros websites pra audição online e download.
Damian: Também planejamos começar a usar
nosso Tumblr em todas as suas possibilidades, visto que este é cheio de tanta
gente diferente e é razoavelmente fácil de direcioná-lo a uma certa audiência.
Hallöws:
A
internet é tanto uma benção como maldição para bandas pequenas, por um lado
torna as coisas muito mais fáceis de serem vistas e compartilhadas, mas pelo
fato de muitas bandas fazerem isso, é muito fácil se perder entre todos e isso
faz com que seja mais difícil de ser notado.
Bom,
a parte instrumental da banda é muito bem arquitetada. Como vocês trabalham
essa parte? E como é o processo de ensaio do In Dante’s Eclipse?
Benjamin:
Erm... Há várias formas de abordar essa questão (risos). Às vezes Hal ou
Anthony tem um riff em mente, o qual nós expandimos e formamos uma estrutura. Outras
vezes pode surgir de totalmente de uma sessão experimental. O que vocês acham?
Damian:
As coisas são muito espontâneas.
Benjamin:
Essa é a palavra que eu estava procurando!
Hallöws:
É melhor simplesmente se deixar levar pelo que lhe parece legal quando se está
compondo. Começamos como a maioria das bandas, com um riff em que eu e Ant
estivemos trabalhando, e nós apenas compomos partes separadas com o riff, beliscando
aqui e ali. De qualquer forma, isso normalmente significa que nunca estamos
satisfeitos com uma música por muito tempo e até depois de gravá-la, acabamos
mudando coisas nela. Mas isso só mantém a música viva, em minha opinião.
Como
vocês disseram, desde que existam garotos e garotas loucas por aí que gostam de
histórias de horror antigo e tudo, haverá bandas do gênero. Então, quais são as
principais dicas que vocês poderiam dar as bandas locais que buscam ficar conhecidas?
Damian:
Toque vários shows, continuem escrevendo novo material e siga em frente. E não
se prenda a fazer a mesma coisa continuamente, isso vai matar sua música.
Hallöws:
Meu conselho é que vocês apenas se divirtam com isso. Se você está dando duro
para parecer legal, não vai funcionar, por isso seja você mesmo, seja criativo.
Não dê a mínima para o que as pessoas pensam de você e simplesmente faça o que
você ama, porque quando você é apaixonado por alguma coisa, vale a pena fazer.
Damian:
Sim, você definitivamente tem que se divertir isso. Aquele segundo em aquela luz
se acende, é mais como uma tarefa agradável, então, infelizmente, já é hora de
ir embora.
Benjamin:
Seja você mesmo, como os outros já disseram, nunca tenha medo de pensar grande,
o principal, para mim, é ter uma forte ligação com os seus companheiros de banda.
Se vocês conseguem trabalhar bem juntos, então farão progresso e se superarão.
Hallöws:
Ah, e seja super cuidadoso quando as pessoas vêm lhe oferecendo contratos...
Peça a alguém com alguma experiência legal, analise cuidadosamente a proposta,
porque há pessoas que vão tentar te destruir.
O
que vocês esperam para o futuro do IDE? Há planos para tocar fora do Reino
Unido em breve?
Benjamin:
Estaremos fazendo alguns shows em abril, e depois continuaremos compondo e
esperamos gravar no verão (N.T.: verão
britânico). Um show que eu estou realmente ansioso para ver é o do Deathstars em
novembro.
Hallöws:
Assim que nós encontrarmos uma forma de transporte mais confiável, pretendemos fazer
uma turnê completa no Reino Unido e, em seguida, sair pela Europa com todo o
couro possível.
Damian:
Um monte de couro! (risos)
Bom...
Hal, Ben e Damian, muito obrigado por responder as perguntas. Sintam-se a
vontade para acrescentar qualquer outra coisa que vocês queiram a nossos
leitores.
Benjamin:
Incírivel! (N.T.: Ben como o fofo
que é, dá uma piscadela e faz um coração).
Hallöws:
Errrrm. Não irrite o cara da música! E obrigado por nos ter entrevistado!
Damian:
Eu só quero dizer: não irrite o cara da música também. Mas, mais importante, não
se prenda a escutar a mesma música. Ouça coisas novas e constantemente procure novas
bandas de todos os gêneros diferentes. Isso vai levá-lo a lugares incríveis.
Valeu!
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