sábado, 12 de abril de 2014

In Dante's Eclipse



Primeiramente, gostaria que vocês falassem um pouco sobre a banda, quando vocês se juntaram e decidiram tocar?

Damian John: Bom, estou aqui há pouco tempo, então acho que Ben pode começar nas origens.
Benjamin Jogee: Hal vai falar.
Hallöws Deadman: Basicamente eu e Ben tínhamos vontade de ter uma banda desde que tínhamos uns 15 anos. Então, começamos a procurar grupos de amigos e encontramos nosso primeiro baixista que depois nos apresentou Ant. (N.T.: Antony Birch, atual guitarrista da banda).
Benjamin: A In Dante's Eclipse surgiu por volta de Setembro de 2010? Acredito que sim.
Hallöws: Tocamos juntos por cerca de um ano, fizemos alguns shows até que nos separamos do Mop, o primeiro baixista, em 2011. Desde então nos apresentamos bastante e gravamos um bocado, e agora temos Damian, que é nosso terceiro baixista e que Ben conheceu na Universidade, eu acho.
Damian: Então… Eu e Ben nos conhecemos na Universidade, onde nos apresentávamos e tocávamos juntos pelos últimos 2 anos.

De onde vem o nome In Dante’s Eclipse? Tem algum significado especial ou algo assim?

Hallöws: Foi ideia minha também. Quando estávamos formando a banda e compondo as primeiras músicas, eu estava lendo “A Divina Comédia” de Dante. O livro é essencialmente um grande poema sobre viajar pelas camadas do inferno e eu pensei que, considerando que nosso tema seria algo sombrio e agourento, seria apropriado nomear a banda após o cara ter surgido com esse conceito. As camadas do inferno são frequentemente referidas como ‘Círculos’, que é de onde o ‘Eclipse’ vem, porque “In Dante’s Circles” não ficou legal pra mim. Então, em resumo, o nome da banda pode ser traduzido como “No Inferno”

Boa explicação! Bom, vocês se definem como uma banda de Horror Glam. Como vocês vem o estilo na atual indústria musical?

Hallöws: Bem, parece ter tido um aumento de bandas de sleazy, hard rock e metal nos últimos anos e sou grato por isso. Amo coisas como KISS e Mötley Crüe e quando você combina isso com horror punk e coisas tipo The Misfits, a combinação nos dá bastantes possibilidades quando compomos e nos apresentamos. Acho que muitas pessoas vão querer se tornar parte disso nos próximos anos.
Damian: Eu não tinha nem ideia do que era o estilo quando me juntei à In Dante’s Eclipse, mas me surpreendi com o quanto esse gênero/estilo é forte!
Benjamin: Pra min, a In Dante’s Eclipse tem uma orgia de influências.
Hallöws: É uma ‘necroorgia’! Porque a maior parte deles estão mortos agora.
Benjamin: (risos)

Certo (risos). Hallöws mencionou três ótimas bandas na resposta anterior (KISS, The Misfits e Mötley Crüe). Seria estas as principais influências no som da In Dante’s Eclipse?

Benjamin: Tirando Damian, o resto da banda ama e tem influências de bandas como HIM e The 69 Eyes.
Damian: Minhas influências mudam bastante da mesma forma que as influências das outras pessoas, mas as bandas que eu adoro seriam Behemoth, Gojira e Alter Bridge. Cada banda tem um baixista incrível e a música propriamente dita é simplesmente maravilhosa desde os hinos lindos do Alter Bridge, as músicas maravilhosamente compostas do Gojira até a brutalidade do Behemoth.



Vejo que vocês têm um ótimo gosto musical! Agora uma pergunta básica que eu deveria ter perguntado antes e não sei por que não perguntei. É exatamente sobre o que vocês cantam: De onde vocês buscam inspiração para compor?

Hallöws: Dor. Acho que é uma resposta suficiente, dor emocional ou física, dor infligida ou como lidar com ela. Histórias de traição ou desgosto, são raras as ocasiões em que uma canção é sobre superação de dificuldades. Mas é muito raro que tenhamos uma canção que na verdade é sobre ser feliz, o que é surpreendente, pois somos todos muito alegres.
Benjamin: É tipo Gótico.
Hallöws: Ah, nós também temos músicas sobre "o cara" te deixando para baixo... Sabe? Ninguém vai me dizer o que fazer. (risos)

Hallöws, agora uma pergunta pra você: quando eu ouvi o IDE pela primeira vez, fiquei surpresa com a sua voz, que soa, ao mesmo tempo, forte e original. Como você trabalha para construir esse seu próprio estilo de voz?

Benjamin: Ele engoliu Jim Morrison! (N.T.: isso provoca ataque de riso em todos)
Hallöws: Ben!
Benjamin: Ri mais do que deveria ao dizer  isso. Desculpa! (risos)
Hallöws: Acho que cantar HIM e beber muito uísque provavelmente ajudou. Eu não achava que podia cantar até que as pessoas começaram a gostar do que estávamos apresentando. Eu ainda não acho que canto, para ser honesto.
Benjamin: Hal Presley! (risos)


(Risos) Após o ataque riso na questão anterior, vocês acham que o Horror Glam tem uma base sólida de fãs atualmente, com todos os novos estilos que aparecem todos os dias?

Benjamin: Eu acho. Sim, me deparo com bandas todos os dias que seguem o mesmo estilo que nós.
Hallöws: Eu acho que enquanto ainda existirem garotos e garotas loucas lá fora que amem um velho filme de terror e vivem um pouco o lado distorcido das coisas, sempre haverá pessoas que querem ouvir bandas usando muita maquiagem, cantando sobre decapitar sua ex-namoradas.
Benjamin: Parece haver um aumento em bandas na cena do sleaze/glam/horror, como as bandas Sister, Fatal Smile e Baby Jane .

Certo! E, atualmente, todas as bandas usam a mídia digital/social (Facebook, Twitter, blogs, etc.) para divulgar seu trabalho. Como isso ajuda pra que vocês se tornarem conhecidos fora do Reino Unido?

Benjamin: Estamos em várias plataformas em se tratando de mídia social.
Hallöws: Temos grandes fãs na América, que nos encontraram via Twitter e YouTube. O YouTube absolutamente é um meio muito bom se você tem um videoclipe, mas nos não temos um ainda, então isso não tem dado proveito ao máximo.
Benjamin: No momento, estamos ativos no Facebook, Twitter, Instagram, Reverbnation, YouTube e nossa música está disponível no Spotify, iTunes, Reverbnation, Soundcloud e entre muitos outros websites pra audição online e download.
Damian: Também planejamos começar a usar nosso Tumblr em todas as suas possibilidades, visto que este é cheio de tanta gente diferente e é razoavelmente fácil de direcioná-lo a uma certa audiência.
Hallöws: A internet é tanto uma benção como maldição para bandas pequenas, por um lado torna as coisas muito mais fáceis de serem vistas e compartilhadas, mas pelo fato de muitas bandas fazerem isso, é muito fácil se perder entre todos e isso faz com que seja mais difícil de ser notado.

Bom, a parte instrumental da banda é muito bem arquitetada. Como vocês trabalham essa parte? E como é o processo de ensaio do In Dante’s Eclipse?

Benjamin: Erm... Há várias formas de abordar essa questão (risos). Às vezes Hal ou Anthony tem um riff em mente, o qual nós expandimos e formamos uma estrutura. Outras vezes pode surgir de totalmente de uma sessão experimental. O que vocês acham?
Damian: As coisas são muito espontâneas.
Benjamin: Essa é a palavra que eu estava procurando!
Hallöws: É melhor simplesmente se deixar levar pelo que lhe parece legal quando se está compondo. Começamos como a maioria das bandas, com um riff em que eu e Ant estivemos trabalhando, e nós apenas compomos partes separadas com o riff, beliscando aqui e ali. De qualquer forma, isso normalmente significa que nunca estamos satisfeitos com uma música por muito tempo e até depois de gravá-la, acabamos mudando coisas nela. Mas isso só mantém a música viva, em minha opinião.




Como vocês disseram, desde que existam garotos e garotas loucas por aí que gostam de histórias de horror antigo e tudo, haverá bandas do gênero. Então, quais são as principais dicas que vocês poderiam dar as bandas locais que buscam ficar conhecidas?

Damian: Toque vários shows, continuem escrevendo novo material e siga em frente. E não se prenda a fazer a mesma coisa continuamente, isso vai matar sua música.
Hallöws: Meu conselho é que vocês apenas se divirtam com isso. Se você está dando duro para parecer legal, não vai funcionar, por isso seja você mesmo, seja criativo. Não dê a mínima para o que as pessoas pensam de você e simplesmente faça o que você ama, porque quando você é apaixonado por alguma coisa, vale a pena fazer.
Damian: Sim, você definitivamente tem que se divertir isso. Aquele segundo em aquela luz se acende, é mais como uma tarefa agradável, então, infelizmente, já é hora de ir embora.
Benjamin: Seja você mesmo, como os outros já disseram, nunca tenha medo de pensar grande, o principal, para mim, é ter uma forte ligação com os seus companheiros de banda. Se vocês conseguem trabalhar bem juntos, então farão progresso e se superarão.
Hallöws: Ah, e seja super cuidadoso quando as pessoas vêm lhe oferecendo contratos... Peça a alguém com alguma experiência legal, analise cuidadosamente a proposta, porque há pessoas que vão tentar te destruir.

O que vocês esperam para o futuro do IDE? Há planos para tocar fora do Reino Unido em breve?

Benjamin: Estaremos fazendo alguns shows em abril, e depois continuaremos compondo e esperamos gravar no verão (N.T.: verão britânico). Um show que eu estou realmente ansioso para ver é o do Deathstars em novembro.
Hallöws: Assim que nós encontrarmos uma forma de transporte mais confiável, pretendemos fazer uma turnê completa no Reino Unido e, em seguida, sair pela Europa com todo o couro possível.
Damian: Um monte de couro! (risos)

Bom... Hal, Ben e Damian, muito obrigado por responder as perguntas. Sintam-se a vontade para acrescentar qualquer outra coisa que vocês queiram a nossos leitores.

Benjamin: Incírivel! (N.T.: Ben como o fofo que é, dá uma piscadela e faz um coração).
Hallöws: Errrrm. Não irrite o cara da música! E obrigado por nos ter entrevistado!
Damian: Eu só quero dizer: não irrite o cara da música também. Mas, mais importante, não se prenda a escutar a mesma música. Ouça coisas novas e constantemente procure novas bandas de todos os gêneros diferentes. Isso vai levá-lo a lugares incríveis. Valeu!


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