sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Command6: Erguendo a 'bandeira negra' em nome do metal.


por Joaana D'arc


O cenário da música pesada nacional está repleto de boas bandas e disso todos nós sabemos. São várias as bandas que surgem e que conseguem ganhar uma notoriedade por trabalharem duro, demostrando bastante amor  pelo que fazem. O Command6, banda paulistana de metal, é mais um agradável exemplo dessa safra de bandas extremamente profissionais, que conquistam um espaço cada vez maior na cena. Muito talentosos, os garotos lançaram recentemente seu segundo trabalho intitulado "Black Flag" e seguem com sua divulgação, mostrando que no metal nacional há, sim, pessoas que levam a música a sério. E é sempre um grande prazer conhecer bandas como o Command6, em que os músicos realmente dedicam-se àquilo que acreditam. O Up the Metal Flag realizou uma entrevista com um dos guitarristas da banda, Bruno Luiz, falando sobre vários aspectos, como o processo de composição entre eles, a recepção do álbum "Black Flag", o primeiro vídeo clipe da carreira, planos futuros e outras coisas. Acompanhem.

Pra quem não sabe o Command6 existe desde 2008. Gostaria que você falasse um pouco a respeito do surgimento da banda.
Bruno Luiz: Nós tocávamos em bandas “cover” e nos conhecemos desde esta época. Basicamente, juntamos as ideias e criamos as músicas do “Evolution?” e tudo isso aconteceu de forma rápida e direta. A partir daí as coisas foram tomando forma e a banda seguiu seu caminho fazendo shows e divulgando o material.

Na atual indústria musical, há algum artista que vocês têm como grande referência?
Bruno: Apesar de já terem se aposentado, o Metallica. (risos). Ficou difícil de acompanhar o trabalho das bandas mais clássicas e a partir do momento em que elas passaram a fazer “cover” delas mesmas, eu só consegui gostar daqueles shows cheios de efeitos especiais e coisas do tipo. Mas o Metallica sempre será foda (risos)!

Para uma banda que está há quatro anos na ativa, vocês são rápidos, já tendo lançado dois trabalhos. Como é o processo de composição entre vocês? Cada um já vem com uma ideia fixa ou as ideias vão surgindo e sendo moldadas aos poucos?
Bruno: Juntamos as melhores ideias e montamos as músicas. Depois gravamos uma espécie de “demo” e passamos a ouvi-las. Se acharmos que a música não é forte o suficiente, descartamos.

Qual a principal temática abordada nas letras do Command6?
Bruno: Tudo aquilo que nos incomoda. Algumas letras têm questões políticas, como a “Sunshine”. Já a faixa-título “Black Flag”, é baseada em um livro com o mesmo nome, de Valerio Evangelisti.

O mais recente trabalho de vocês é este álbum, o ‘Black Flag’, que tem recebido bastantes críticas positivas nos meios especializados. Vocês esperavam essa aceitação por parte da mídia e do público?
Bruno: Nós acreditamos no nosso trabalho e a aceitação positiva foi sinal de um bom trabalho em grupo. O “Black Flag” é fruto de muita dedicação por parte de todas as pessoas envolvidas e nós temos muito orgulho dele.

O primeiro vídeo clipe da carreira do Command6 é para a faixa So Cold, por se tratar de uma música forte e direta. A escolha dessa faixa vem desde o início das gravações do álbum ou foi algo decidido depois?
Bruno: Foi decidido depois! “So Cold” tem um estilo mais cadenciado e pesado com grandes riffs, solos e harmonias vocais. Nós gostamos muito desta mistura de elementos e achamos que seria legal tentarmos algo com ela.

Ainda sobre o álbum, gostaria que você falasse sobre o conceito por trás da arte gráfica de Black Flag.
Bruno: A capa foi feita pelo artista brasileiro, Marcelo Campos. Nós achamos que seria interessante usar a bandeira brasileira para tentarmos mostrar ou lembrar de onde nós somos.

No contexto atual, praticamente todas as bandas têm usado as mídias digitais (sites como Reverbnation, Facebook e MySpace) para divulgar o trabalho. Obviamente isso ajuda muito, mas, em parte, essa maneira simples e rápida de compartilhar música destrói aquele ‘feeling’ existente antigamente. Como você analisa essa situação?
Bruno: A Internet trouxe o mundo para perto de todos e hoje todas as pessoas conseguem ter acesso a informações que levariam anos para chegarem de tão longe. Só que uma banda precisa existir no mundo real e não somente na Internet e a partir daí, cada um poderá interpretar da sua forma.

Como banda, como vocês veem a atual cena underground no Brasil?
Bruno: Melhorando cada vez mais! As bandas que estão na frente já descobriram que não adianta depender de ninguém para evoluírem. Você precisa se unir com as pessoas que estão na mesma batalha, apenas isto.

Que estratégias você acredita que devem ser utilizadas para se destacar em meio a tantas bandas que vem surgindo na cena pesada?
Bruno: Trabalho e amor pela música. Ter uma banda é como ter uma empresa e se as pessoas souberem como lidar com isto desde o começo, sem dúvidas terão um grande futuro.

Muito obrigada pela entrevista. Pra fechar, o que vocês planejam em relação ao futuro da banda?
Bruno: Shows! Nós estamos prontos para pegar a estrada e poder levar o “Black Flag” para diversos lugares no Brasil e no exterior! Para mais informações, acesse a nossa fanpage no Facebook (http://www.facebook.com/command6).

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