segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Slasher: Em nome do Thrash Metal!


por Joana D'arc



Nos últimos anos temos acompanhado o surgimento e crescimento de inúmeras bandas excelentes de thrash metal nacional. O Slasher, banda que surgiu em 2008, é mais uma das bandas em que os caras vêm para mostrar que realmente entendem de música. Desde o seu surgimento, o grupo tem amadurecido bastante, somando muito para o reconhecimento do estilo. Atualmente contando com Skeeter (vocal), Lucas Bagatella (guitarrra), Lúcio Nunes (guitarra), Alison Taddei (bateria) e Wellington Clemente (baixo), o Slasher nos concedeu uma entrevista na qual falam, além da receptividade do álbum "Pray For the Dead'', sobre suas origens, influências, planos futuros e outros assuntos. A seguir vocês conferem a entrevista.

Vocês já são bem conhecidos no cenário metal, mas é sempre bom relembrar a história da banda. Falem um pouco a respeito da trajetória do Slasher.
Lúcio Nunes: Começamos a trabalhar com a banda no ano de 2008 na cidade de Itapira/SP a partir o fim de outros projetos que tínhamos. De lá pra cá, lançamos um EP, um single, um álbum e amadurecemos muito como músicos. Obtivemos um reconhecimento considerável que veio na forma de novos fãs e destaques nas principais mídias especializadas do gênero como Whiplash.net, Roadie Crew e, recentemente, rolou até uma entrevista na EPTV, afiliada da Rede Globo. Passamos por duas mudanças de formação, sendo a mais recente a entrada do novo vocalista Skeeter que estreiou com a gente neste último sábado (N.R. 11 de agosto, à época que foi realizizada a entrevista).

De onde vem as inspirações para a composição das músicas?
Lucas 'Lucão' Bagatella: Os absurdos da nossa sociedade são as maiores fontes de informações e ideias. Somados a outros temas que nos interessamos em filmes e livros de gêneros como Suspense, Terror, Ficção, Psicologia e Filosofia
Wellington Clemente: O nome da banda originou-se exatamente por ser um sub-genêro do Terror que é o meu gênero favorito de filmes. Por isso, sugeri esse nome quando nos reunimos pela primeira vez. O conceito encaixou-se perfeitamente ao que queríamos, além de ser um nome direto e de fácil memorização.

Quais seriam os nomes que vocês citariam como principais influências do Slasher? E, na atual indústria musical, há algum artista que vocês têm como referência?
Lucão: Eu sempre curti do Blues ao Metal extremo. Todos na banda também têm gostos bem variados dentro do Rock. Apesar desta gama de vertentes apresentar contrastes e sonoridades diferentes, tudo isso acaba nos proporcionando novas ideias, tornando-se influências diretas ou indiretas pra nós e nos desprende das limitações de um estilo específico. Temos um consenso bem claro, fazer música pesada e agressiva. Naturalmente, bandas como Slayer, Sepultura, Testament, Exodus, Venon, Dorsal Atlântica, Korzus, Anthrax, Obituary, At the Gates e Kreator sempre foram parte dos nossos discos de cabeceira. Na indústria musical atual temos o Lamb of God, Chimaira, Nevermore, Opeth, Tool, In Flames, Kataklysm, entre outras.


Desde o lançamento do primeiro trabalho, em 2008, como vocês analisam a evolução pela qual passaram até chegarem ao álbum “Pray for The Dead”?
Lúcio: Estamos conseguindo, pouco a pouco, o reconhecimento que tanto desejamos. Isso se deve a evolução que estamos tendo na forma de fazer música, expor nossa imagem e divulgar nosso trabalho. A gente vem evoluindo tanto que é até difícil descrever de que forma progredimos. Cada desafio nos ensina algo novo e, como somos uma banda nova, temos muito que aprender ainda. Contudo, acredito que estamos no caminho certo, pois, temos obtido ótimos resultados com nossa divulgação, atingindo as principais mídias do país.

É inevitável comentar sobre a arte de capa do álbum, de autoria de Stan W. Decker, que condiz perfeitamente com a proposta sonora do trabalho. Como se deu o contato entre a banda e o artista francês?
Lucão: Para o álbum de estréia queríamos algo realmente profissional. Inicialmente, desenvolvemos todo o conceito pra trás deste álbum e buscamos incansavelmente pela internet por artistas “viáveis” dentro do estilo que queríamos. Acabei encontrando o Stan W Decker pelo site deviantart.com. Ele curtiu o nosso som e conceitos para o novo projeto na hora. Esperamos trabalhar novamente com ele num próximo álbum.

A única faixa cantada em português, “Tormento ou Paz”, é dedicada a Marcos Klava. De onde surgiu a ideia para sua composição?
Wellington: A idéia original dessa música é dele, Marcos Klava, na época em que estávamos tocando juntos no Mantor, extinta banda de Thrash Metal itapirense. Ele deu a ideia do título e eu compus a música e a letra. Infelizmente ele faleceu há uns 3 anos, então essa música ficou como uma homenagem a um velho amigo.

“Pray For The Dead” tem recebido críticas positivas em diversos meios especializados e dos fãs. De que forma essa receptividade abre novos caminhos para vocês como banda?
Lúcio: O que percebe é que, por gostarem bastante do nosso trabalho, as pessoas têm interesse em nos ajudar, a saber mais sobre a gente e fazerem parte da nossa história. É aí que surgem as oportunidades para entrevistas e novas parcerias. As críticas positivas e a excelente receptividade dos fãs abrem portas desta maneira.

Quais os planos de vocês no atual momento vivido pela banda?
Lucão: Estamos colocando a casa em ordem, literalmente. Nosso trabalho está rendendo bons resultados e oportunidades. Decidimos nos dedicar ao máximo para fazer as coisas acontecerem. Não há mais espaço para falta de empenho e comprometimento, exatamente por este motivo, o grupo optou por esta recente mudança no line-up como mencionado no início desta entrevista. Já estamos trabalhando na pré-produção das músicas que farão parte do próximo álbum e pretendemos lançar um single e um novo videoclipe até o final deste ano.

Como se encontra a agenda do Slasher? Há previsões de shows em solo estrangeiro?
Lúcio: Continuamos buscando novas datas para continuar divulgando a turnê do “Pray For The Dead” aqui no Brasil e existe sim uma possibilidade de nos apresentarmos em solo estadounidense. Estamos entrando em contato com algumas casas de shows lá fora para tentar viabilizar uma turnê para o segundo semestre de 2013.


Gostariam de deixar uma mensagem aos leitores e fãs da banda?
SLASHER: Agradecemos muito o convite para esta entrevista e a todos os fãs que vêm nos acompanhando e sempre nos apoiando até aqui. Fiquem ligados que vêm muitas novidades por aí. Estamos trabalhando em novas composições e logo, logo vamos liberar algo inédito.

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